Coronavírus: Um teste para o Investidor

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Nos últimos anos ocorreu um expressivo aumento da participação dos investidores pessoas físicas no mercado de ações brasileiro, seja diretamente ou através de fundos de investimentos.

Em meio a alguns sustos, os investidores aproveitaram os bons ventos do mercado acionário, embalados pela queda das taxas de juros, pela agenda de reformas do novo governo e pela reversão, mesmo que lenta, do quadro recessivo do País.

O ano de 2020 começou embalado por expectativas ainda melhores. A bolsa vem quebrando recorde após recorde com os investidores da renda fixa comprando ações para “fugir do mico da renda fixa”.

A convicção é tão grande que as incertezas geopolíticas, a eleição americana, o processo de impeachment do presidente Trump e os desafios de aprovação das reformas administrativa e tributária não são suficientes para assustar ninguém.

Até que surge o corononavírus, algo inesperado e de consequências incertas sobre a segunda maior economia do globo.

Os desdobramentos dos acontecimentos sinalizam que é possível que o coronavírus tenha impacto negativo sobre a nível de atividade da economia mundial, impactando produção, comércio, preços de commodities e, por consequência, os lucros das empresas.

Caso tal quadro venha a se concretizar, a volatilidade nos preços dos ativos será inevitável e, dependendo do grau de racionalidade dos investidores pessoas físicas, tais movimentos poderão ser potencializados.

Assim, o investidor que aceitou agregar riscos em suas carteiras precisa ter cautela nestes momentos de incerteza. Segundo Warren Buffet, “o mercado foi feito para transferir dinheiro dos impacientes para os pacientes.”

Marco Martins – Professor universitário e doutor em Economia

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